Jornal Alto São Francisco | Edição 3.528 | De 10 a 16 de agosto de 2009 | Fale com a redação: (37) 3371-1278 | e-mail: alto@netpiumhi.com.br

Diretor da Santa Casa fala sobre gripe suína
em entrevista à PIUMHI FM



O diretor-clínico da Santa Casa de Misericórdia de Piumhi (SCMP), médico César Batista Batista, ocupou os microfones da PIUMHI FM 104,3, na manhã do dia 12 de agosto, quando falou da Influenza A H1N1, a gripe suína, pandemia que preocupa as autoridades sanitárias mundiais. Por cerca de 30 minutos, César Batista explanou sobre a doença. Veja alguns trechos:

Sintomas parecidos:
'Na verdade os sintomas se sobrepõem, ou seja, dor de cabeça, febre, mal estar, coriza, tosse, canseira, dor muscular e às vezes diarréia. Todos esses sintomas ocorrem tanto na gripe comum quanto na gripe Influenza H1N1. Só pelos sintomas torna-se difícil diferenciar uma gripe de outra. Epidemiologicamente e através de exames médicos, pela experiência do profissional de saúde, que está atendendo, pela evolução do caso e principalmente pela propagação do vírus nos locais que mais existem, nós podemos suspeitar mais que a gripe seja uma gripe comum ou uma gripe pelo vírus da Influenza H1N1, a gripe suína'.

Possibilidade de cura: 'Quase 100%. Se ela tomar a cautela de, se está com febre, dor no corpo, mal estar, dor de cabeça, diarréia, ou seja, sintomas de uma gripe, procurar cuidados médicos, seu PSF, seu posto de saúde, o atendimento de urgência da sua localidade, naturalmente ela estará tendo toda a cobertura e a possibilidade dela vir a complicar é muito pequena'.

Uso de máscara: 'A máscara, na verdade, ela deve ser utilizada por quem está gripado para não contaminar outras pessoas. Esta história de comprar máscara e sair mascarado pela rua, a gente entende que até piora. Porque se nós estamos falando que o vírus no ar livre ele é menos contagiante, se você põe uma máscara, ele atravessa a máscara e você fica respirando, e voltando no nariz, a tendência é até piorar. Naturalmente nos hospitais que já tem casos comprovados da gripe H1N1 e o pessoal que trabalha em torno desses pacientes não está imune, porque o vírus é novo, então usa-se máscara, são máscaras especiais. O uso indiscriminado de máscara nas ruas não acho necessário'.

Evitar a automedicação: 'Um dos grandes flagelos da medicina hoje é que a população aprendeu a se medicar primeiro para depois de complicar é que procura os cuidados específicos de médico'.

 


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