| Saldo
de janeiro a agosto supera em 58% todo volume negociado ao longo dos 12 meses
do ano passado O setor de exportação de Piumhi nunca vendeu
tanto. Puxados pelo café e o açúcar os negócios totalizam a marca recorde que
de janeiro a agosto de 2011 bate em US$ 316,1 milhões, volume 58% superior ao
somado ao longo dos 12 meses do ano passado quando o saldo fechou em US$ 200,1
milhões. Se 2010 foi o ano da recuperação do comércio exterior piumhiense depois
da grave crise econômica de 2009 quando o segmento registrou sua primeira queda
em relação ao fluxo da última década, agora segue altamente aquecido e superando
mesmo as expectativas mais otimistas. As movimentações que abriram o ano na casa
dos US$ 37,6 milhões em janeiro seguiram nessa faixa pelos meses seguintes e saltaram
agora em agosto para um total de US$ 64,2 milhões, valor nunca atingido em apenas
um mês no histórico de exportações no município. Na média mensal o giro foi em
torno de US$ 40 milhões, suficiente para manter Piumhi no topo do ranking dos
municípios exportadores do Oeste de Minas e o 21 lugar no Estado, posto que ocupa
desde o semestre passado. O café e o açúcar continuam sendo
os ingredientes básicos da receita que avalanca as exportações piumhienses. Juntos,
os produtos somam nos primeiros 8 meses do ano quase três milhões de sacas comercializadas
no mercado internacional. Enquanto o café totaliza 842,8 mil sacas, numa carga
de 50,6 mil toneladas, o açúcar, por sua vez, entra com 1.954,0 mil sacas, correspondente
a 117,2 mil toneladas. Para efeito de comparação, foi convencionada cada saca
com peso de 60 quilos. Com um saldo de US$ 227,9 milhões,
o café continua catalisando a maior fatia do bolo financeiro do mercado de exportações
do município, onde responde por 72,1% dos US$ 316,1 milhões apurados de janeiro
a agosto deste ano. O açúcar que vem ganhando maior conotação nos últimos anos
aparece neste período com US$ 75,5 milhões com uma cota de 23,9% da receita. Completando
o quadro seguem outros grãos, soja com US$ 8,3 milhões (2,6%), resídos de óleo
de soja com US$ 2,1 milhões (0,7%), outros açúcares com US$ 1,3 milhão (0,4%)
e óleo de soja com US$ 1 milhão (0,3%). |